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Doutor e Mestre pela PUC-SP. Cientista Social. Psicopedagogo, Psicanalista lacaniano e coordenador de Grupo Operativo. Autor de diversos livros, entre eles: Cidade Digital - Infoinclusão Social e Tecnologia em Rede, pela editora Senac-SP (2006).
A educação fundamental legitima o caráter e sensibiliza a mente dos jovens para o prazer de aprender. Não é a escola que deve estabelecer os limites entre as regras básicas da boa convivência social, mas, a família com sua conduta moral e política. Esta relação entre a família e a escola é um pacto comunitário de assistência a geração futura, considerando que o mundo tende a possuir um percentual elevado de idosos, comparado ao número de jovens, nos próximos 50 anos. Em 2025, o Brasil será o sexto país mundial em população com idade acima de 60 anos. Este futuro nos coloca diante de decisões estratégicas complexas no campo da cidadania: a criação de políticas públicas de atendimento ao cidadão com idade acima dos 60 anos, assistência integral à infância com metodologias educacionais focadas na inteligência emocional e um criativo trabalho de estímulo ao talento dos jovens, são algumas das urgentes ações políticas que competem à gestão pública tomar uma atitude responsável e, não colocarei em questão como deve ser, pois, entendo que as soluções são as mais variadas e solidárias possíveis pelo país.
Assistindo as notícias que veiculam nos telejornais sobre políticos que mancham tanto a honra do bem público, como a ética humana, penso que a sangria social sugada por tais indivíduos, deveria ser paga com a prestação de serviços a comunidades pobres no agreste nordestino, transportando água para o povo desidratado e esfomeado devido à irresponsabilidade de gestores corruptos que enfeiam a arte de fazer política no Brasil. Com o inicio do horário político na televisão, confesso que a desesperança tomou conta de mim. Comecei a me sentir imbecilizado pelo argumento falacioso usado pelas tendências sectárias e beirando ao fundamentalismo da ignorância humana, vinculadas à boa parte dos partidos políticos envolvidos com as falcatruas expostas nos últimos dois anos no país. Dos 29 partidos registrados na Justiça Eleitoral, para as eleições 2006, com mais de 125 milhões de eleitores habilitados para votar, 60 prefeitos, 69 deputados e 03 senadores, ligados a 13 partidos políticos, cerca de 45% dos partidos brasileiros, estão relacionados, direta ou indiretamente, com o esquema investigado pela CPI “das Sanguessugas”.
Precisamos urgentemente de decência e comprometimento na ocupação das funções públicas. Com tanta dúvida e diante da pergunta daquele aluno na aula de ética geral e profissional, sobre em quem eu votaria, estabeleci um perfil para o meu voto e decidirei, em 1 de outubro de 2006, com base em alguns indicadores que apresento:
1 - Projeto - votarei em projeto de partido que não possua envolvimento com a onda de corrupção que assola o país;
2 - Mudança - o candidato precisará ter uma posição firme de quem está disposto a mudar o foco da política econômica, buscando um equilíbrio na distribuição de renda;
3 - Indignação - o argumento terá que possuir uma coerência ética e moral de repúdio e indignação aos atos de corrupção e saque ao bem público;
4 - Inclusão Social - a tra