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Doutor e Mestre pela PUC-SP. Cientista Social. Psicopedagogo, Psicanalista lacaniano e coordenador de Grupo Operativo. Autor de diversos livros, entre eles: Cidade Digital - Infoinclusão Social e Tecnologia em Rede, pela editora Senac-SP (2006).
Na Era da Informação saber como administrar os diversos processos da vida seja no âmbito individual ou organizacional é pré-requisito para estar incluído socialmente e pertencer a uma comunidade, não importando se é virtual ou concreta. No ponto de vista da informação a inclusão ou o que denomino de infoinclusão social, requer o domínio de duas variáveis fundamentais: a velocidade e o conhecimento.
No ciberespaço, a velocidade de sua conexão à internet, por exemplo, depende das características técnicas do acesso, mas, também do tráfego, ou seja, dia e hora serão decisivos para a estabilidade da sua navegação. A velocidade do acesso variará ainda, conforme a localidade ou o destino de envio ou recepção das informações. Para medir a velocidade do seu acesso é usada uma ferramenta chamada velocímetro, que permite mensurar a velocidade de acesso nas comunicações locais ou globais. O princípio é similar ao instrumento existente no painel dos veículos automotivos. Muito trânsito, pouca velocidade, pouco trânsito, velocidade média. Entendeu?
Conduzia meu Jeep em uma velocidade média de 40 km/ hora, naquele trecho da avenida da praia, em Santos, que permitia circular com o máximo de 50 km/ hora. Na década de 90, ministrava treinamentos para um instituto responsável pela educação de trânsito no Brasil, usando a metodologia de gerenciamento de risco, a partir de três variáveis fundamentais: a via, a máquina e o outro. Considerando esta metodologia, o condutor deve lembrar que o veículo é uma máquina e, como tal, pode sofrer panes, quebrar como qualquer outra tecnologia inventada pelo ser humano, incluindo avião, navio, trem ou computador. O veículo usa as vias para se mover, assim, o condutor precisa considerar as condições ambientais da estrada, incluindo a própria mudança climática que deixa a pista molhada ou o seu estado físico de conservação. Além destes aspectos que dependem do condutor, este precisa observar que existem outros veículos circulando e, neste caso, torna-se impossível saber com segurança mínima, qual o estado de espírito do outro condutor.
No treinamento, além de demonstrar como estas variáveis influenciam na qualidade da condução do veículo e no bem estar de seu condutor, ressaltava ainda, que no ambiente urbano, a velocidade é regulada pelos cruzamentos e pela sinalização existente. Um Jeep ou uma BMW em pistas paralelas, se saírem no mesmo tempo de um ponto A, em direção a um ponto B, nas vias urbanas, chegarão em seu destino, teoricamente, no mesmo tempo. A variação temporal que ocorrer entre os dois veículos, dependerá da obediência à legislação do trânsito e a habilidade de conduzir cada uma das máquinas. Desafiava qualquer um dos participantes do treinamento, a fazer o teste e comprovar que a velocidade média na cidade varia entre 30 e 40 km/ hora.
O semáforo pré-programado inteligentemente alterava o ritmo de abertura e fechamento dos sinais luminosos, conforme o tráfego naquele momento. Parei antes da faixa de pedestres. No meu lado parou uma BMW com janela semi-aberta. Como o Jeep é mais alto pude assistir um pouco do show que o DVD mostrava no interior da BMW, enquanto aguardava o tempo do semáforo. Engatei a primeira marcha e parti imperativamente. O condutor da BMW se sentiu amea&cc