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Doutor e Mestre pela PUC-SP. Cientista Social. Psicopedagogo, Psicanalista lacaniano e coordenador de Grupo Operativo. Autor de diversos livros, entre eles: Cidade Digital - Infoinclusão Social e Tecnologia em Rede, pela editora Senac-SP (2006).
Lendo a mensagem do colaborador, informando-me que o projeto de site já estava no “ar”, fui ver o que havia proposto como negócio eletrônico. Ao olhar detalhadamente na estrutura da página, no texto de venda, as fotos e propriedades dos produtos, clareza e objetividade da comunicação, me detive na estética do ambiente digital. Imediatamente, ocorreu-me o que estava pensando o referido colaborador a respeito da estética do site. Decido escrever uma mensagem para ele e toda equipe de trabalho, que tomo a liberdade de compartilhar com o internauta, já que entendo, que os problemas do cotidiano, devem ser encaminhados no próprio dia-a-dia e com a colaboração de todos os envolvidos, neste caso, o web-designe, os gerentes do site, eu e você.
Considerando a virtualidade do ciberespaço, escolhi cuidadosamente o que desejava comunicar naquele momento e, escrevi textualmente, claro, usando pseudônimos como forma de proteger a privacidade de meus colegas. Ola Frederico me permita um pouco de sua atenção na leitura do que escrevo para "você", o web-designe, os gerentes Alonso e Ferdinando e, todos do site. Aliás, a minha hipótese sobre o que escrevo é: evoluímos de forma complementar e similar, tanto na realidade concreta, como, na virtual, do "senhor" para o "você" e, vice-versa, no dia-a-dia da convivência. Saímos do formalismo para a informalidade de acordo com a qualidade do relacionamento. Desejo que o resultado de nosso trabalho seja o mais transparente possível, até pelo fato de estarmos nos comunicando pela Internet.
Prossegui escrevendo: fiquei observando a evolução de nossas mensagens ao longo deste ano e, tenho a dizer para você Frederico, que me sinto bastante bem com sua atenção e o desenvolvimento do seu trabalho junto ao site. Penso que no ciberespaço, a "virtualidade" possibilita que cada internauta, enquanto ser humano, exercite uma capacidade sensorial importante na ligação entre a fantasia e a imaginação, enquanto estágios do processo criativo humano, conforme define criatividade, o italiano Bruno Munari, artista, gráfico e designer (http://it.wikipedia.org/wiki/Bruno_Munari). A sensibilidade espiritual que fundamenta o equilíbrio entre o concreto-físico (cidade como a conhecemos) e o concreto-energia (Cidade Digital), que denomino de travessia informacional, torna-se o estado da arte na inovação tecnológica, igual os aparelhos celulares de última geração, integrando a percepção e fazendo a convergência técnica no cotidiano das pessoas.
Esta capacidade envolve a sofisticação da comunicação humana, que fica mais atenciosa e paciente, mas, também, requer o uso da inteligência para resolver problemas supostamente simples no ciberespaço, porém, na realidade física, são quase insolúveis, dada a importância atribuída ao complexo. Como define o gato “malandro” do desenho, Galfield (http://pt.wikipedia.org/wiki/Garfield), "não vim aqui para simplificar, mas, para confundir". No cotidiano concreto-físico, o indivíduo tende a não acreditar no que sente, preferindo considerar real o que pode ver ou o que acredita está vendo, um espectro qualquer que somente existe na sua imaginação, na sua memória, na sua criação. Fiquei imaginando, mas, também, fantasiando: como será que o Frederico vai resolver<