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Doutor e Mestre pela PUC-SP. Cientista Social. Psicopedagogo, Psicanalista lacaniano e coordenador de Grupo Operativo. Autor de diversos livros, entre eles: Cidade Digital - Infoinclusão Social e Tecnologia em Rede, pela editora Senac-SP (2006).
Conforme os avanços tecnológicos vão ocupando o dia-a-dia de cada um em múltiplos ambientes da vida cotidiana e em diversas partes do mundo, mais superficial se torna à relação vincular entre pessoas e entre pessoas e coisas. A matriz do capitalismo pautado na propriedade privada e na mais valia da relação capital e trabalho, vai se exaurindo e cedendo espaço para novas estratégias de desenvolvimento local. Entretanto, o estado intermediário e indefinido de tais estratégias, promove o surgimento de regimes de poderes ambíguos em suas pretensões, fenômeno este observado em países sul-americanos como, particularmente, a Venezuela e a Bolívia.
O debate ideológico entre o projeto de sociedade denominado de socialismo que endemoninhou o capitalismo e que, por sua vez, fez o mesmo, polarizando o mundo entre duas visões antagônicas de desenvolvimento econômico versus desenvolvimento social, foi atualizado e criou formas diferenciadas de apresentação do velho e ultrapassado modelo de expropriação da força de trabalho e da democracia, travestidos de inovação tecnológica e inclusão social. Em ambos os casos, capitalismo e socialismo, houve uma convergência lógica de ideais que foram historicamente negadas em suas posições radicais e aderiram à visão humana sistêmica e integrada, convergindo em múltiplas possibilidades e dimensões da vida que em 1789, com a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, marcou a conquista da Revolução Francesa cujo lema era: Liberdade, Igualdade e Fraternidade.
A liberdade é vista nos dias atuais como direito do cidadão de ir e vir conforme os princípios legais de trânsito, dentro e fora das fronteiras nacionais, obviamente, existe a liberdade individual que se expressa na convivência social. Ser livre é muito mais do que se movimentar fisicamente. A liberdade é um estado de espírito que independe do limite físico em si. A igualdade, diferentemente, reflete a condição humana objetiva e, por assim entender, está circunscrita no próprio limite físico. Liberdade e Igualdade formam o antagonismo materialista, porém, na contradição, no intervalo de contato entre a realidade física e a metafísica, a fraternidade, enquanto solidariedade humana, se acolhe e estabelece seus pontos de sustentação, criando a convergência ideológica possível entre os dois vetores: liberdade e igualdade, que se complementam no projeto político de sociedade, democraticamente simbolizado pela rede internacional de comunicações, conhecida globalmente como Internet.
A palavra convergência em sua etimologia significa a concorrência de posições em direção ao mesmo ponto, como também, seguir os mesmos objetivos, o que parece ser o caso dos projetos políticos de desenvolvimento tecnológico da Sociedade de Informações. A convergência política de interesses possibilita a busca de propósitos comuns, considerando um dos princípios da sobrevivência inteligente: se não posso combater o inimigo, melhor me aliar a ele. Este fenômeno eu denomino de eletrosmose do ciberespaço, uma espécie de movimento de energias inteligentes de diferentes graduações, densidade e impacto que circulam no ciberespaço, formando a atmosfera fundamental para o núcleo gerador de informações e conhecimento, si