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Doutor e Mestre pela PUC-SP. Cientista Social. Psicopedagogo, Psicanalista lacaniano e coordenador de Grupo Operativo. Autor de diversos livros, entre eles: Cidade Digital - Infoinclusão Social e Tecnologia em Rede, pela editora Senac-SP (2006).
A Sociedade de Informações é naturalmente sem fronteiras, sem limites territoriais, em redes conectadas que operam a partir de protocolos de relacionamento que possibilitam um trânsito de informações, imagem, som, dados e conteúdos de múltiplas aplicações, compartilhados entre si, com finalidade lucrativa ou simplesmente de caráter filantrópica ou enquanto direito de cidadania.
Não houve uma pré-definição sobre como o ciberespaço seria implantado, administrado, controlado em seu acesso ou avaliado sobre quem deveria ou não ter acesso aos resultados operados. A universalização do acesso foi uma das primeiras assertivas negociadas entre os interessados na expansão da Internet há 30 anos. Esta necessidade se articulou com duas outras demandas: a interoperabilidade e a infra-estrutura enquanto sistema operacional aberto ou fechado em seu código fonte, permitindo mais ou menos o acesso livre.
Criar uma plataforma tecnológica capaz de suportar uma rede mundial foi um consenso necessário. Muitos empreendimentos evoluíram a partir desta decisão, que se desdobrou em outras possibilidades mercadológicas (comércio e negócios eletrônicos ou a rede bancária eletrônica) e, na esfera do poder público, focou em três dimensões estratégicas: fiscal (Imposto de renda, tributos e serviços públicos contábeis), político (urna eletrônica e seus acessórios), comunicação (site institucional e política de inclusão digital).
A nova geração da rede, a internet 2 (também está em andamento a 3ª e 4ª geração da rede), permitirá que a velocidade de transmissão, um dos problemas infra-estruturais enfrentados no início da internet, seja corrigida e a captação de imagens com qualidade superior ao que se assiste na TV analógica convergirá e concorrerá com a TV Digital. A convergência tecnológica encontra-se em seu pleno vigor, possibilitando que os dados sejam convertidos e compactados de tal forma que sua transmissão ocorra simultaneamente em tempo real e com capacidade inigualável em outra época do desenvolvimento humano.
Em documento da Rede Nacional de Pesquisa – RNP (http://www.rnp.br) observa-se que a preocupação com a velocidade é pré-requisito para que a Sociedade de Informações se consolide robustamente enquanto rede conectada e como verdadeira infovia. “A velocidade da rede é medida em bits por segundo. A velocidade de 10 Mbps (dez mil bits por segundo), que parece razoável para a Internet, pode ser insuficiente para disponibilizar várias aplicações aos usuários. No Brasil, a Internet 2 começará operando a 155 Mps (velocidade 15 vezes maior), podendo alcançar 2,5 Gbs (250 vezes maior)”.
Lembro que na Escola Técnica Federal do Pará, hoje denominada de Centro Federal de Educação Tecnológica do Pará (http://www.cefetpa.br), em minhas aulas de resistência dos materiais no curso técnico em mecânica, aprendi que a velocidade estava relacionada com o tempo e o espaço. Na internet, a velocidade é fundamental para operar o deslocamento/ transmissão do dado no ciberespaço, a diferença é que pouco importa o ponto que você esteja.
Os limites no ciberespaço são protocolados e monitorados. Qualquer netizen na Cidade Digita