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Cidade Digital


Evandro Prestes Guerreiro

Doutor e Mestre pela PUC-SP. Cientista Social. Psicopedagogo, Psicanalista lacaniano e coordenador de Grupo Operativo. Autor de diversos livros, entre eles: Cidade Digital - Infoinclusão Social e Tecnologia em Rede, pela editora Senac-SP (2006).


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Publicado: Sexta-feira, 13 de julho de 2007

Cidade Digital: exame da qualidade

O Brasil é um dos maiores produtores mundiais de software, segundo as conclusões da pesquisadora americana Alice Amsden do MIT (http://ocw.mit.edu/index.html). A explicação sobre o crescimento anual de 11% do setor de mercado, desde 1995, fez a professora de economia política estudar 57 empresas brasileiras que desenvolvem software e serviços afins e que tiveram crescimento médio nos últimos cinco anos, na ordem de 300%.

Examinar permanentemente a qualidade e integridade da fonte de informação é o que assegura a Cidade Digital evoluir até a “cidade rede” do futuro. Identificar os pontos convergentes e divergentes dos modelos de gestão de desenvolvimento da sociedade avançada tecnologicamente seja no Brasil, China, Índia, Rússia, Estados Unidos, Europa ou na Ásia, torna-se um pré-requisito do resultado. Alguns gestores e estadistas acreditam que a avaliação da qualidade deve ser analisada como processo e não enquanto produto, como pensa a maioria dos investidores e capitalistas de risco na sociedade de informações. Independente de qual modelo de gestão seja o mais adequado para avaliar o desenvolvimento tecnológico, o exame da qualidade do resultado determina a inovação cíclica da produção do conhecimento, seja como processo monitorado seja enquanto consumo no mercado.

A idoneidade do resultado garante a seriedade da avaliação. A produção do conhecimento é a primeira fase no exame da qualidade. A fonte que alimenta a cadeia produtiva do conhecimento começa com a inspiração criativa, que por sua vez, se origina na percepção da realidade factual. A matéria prima que viabiliza a existência virtuosa da inovação gerada pelo conhecimento é a informação. Por exemplo, qual seria a credibilidade do livro dos recordes sem o cuidado e o controle do processo? “Um, dois, três, parou! Pelo meu relógio faltaram duas tampinhas e pelo do nosso auditor faltaram três, considerando que ele teria que abrir 48 tampinhas das garrafas para entrar no livro dos recordes” (http://www.rankbrasil.com.br), dizia a apresentadora de um programa na TV aberta em um concurso para o livro brasileiro dos recordes. A conferência do auditor foi considerada válida e o concorrente ficou convidado para tentar novamente superar o recorde na semana seguinte. A credibilidade do resultado é viabilizada pela transparência e ética do processo.

Conferir minuciosamente o desenrolar dos acontecimentos e avaliar a eficácia do resultado é o que estabelece a importância de qualquer exame. Na área de saúde fazer exame é uma rotina, na educação um desafio, ainda mais no final de cada semestre letivo, quando os alunos verificam que a média obtida é insuficiente para aprovar os seus desempenhos acadêmicos. “Professor o senhor me deixou por meio ponto? Você quis dizer, você se deixou por meio ponto, certo?” Para acalmar a ansiedade, escrevi uma carta aos ansiosos de plantão. “Prezados alunos, o exame é uma avaliação das mais importantes no processo de aferição da qualidade de um curso ou uma disciplina. Trata-se de uma ferramenta de gestão pedagógica usada em qualquer processo produtivo, seja ele industrial ou intelectual. Em outras palavras, examinar o que se conhece sobre a experiência de viver no mundo de hoje e o que ainda precisa aprender a respeito de conhecer é o mais sensível conceito de exa




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