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Celebrando a Vida


Deborah Dubner

Psicóloga, diretora do www.itu.com.br, escritora e jornalista.


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Publicado: Terça-feira, 7 de agosto de 2007

Quem é educador?

Diz um ditado popular que na escola da vida não há férias. Como também acredito que a maior escola que podemos ter é mesmo a nossa vida, fico a me perguntar: quem é educador, afinal?

A educação passa atualmente por uma grande crise. Os alunos, em muitas situações, sabem mais do que os professores. Os filhos deixam os pais boquiabertos com tantas informações e habilidades que nós, adultos, desconhecemos. Já foi o tempo onde o conhecimento ficava guardado apenas nos livros e que os pais e professores tinham o poder de decidir quais as impressões e informações chegariam aos seus educandos.

O mundo realmente está mudando, e pedindo um novo posicionamento. Estamos preparados?

Penso que educador é, em primeiro lugar, uma pessoa que gosta de aprender. Ele também gosta de ensinar, mas sabe, no seu íntimo, que por mais que saiba das coisas, será sempre um aprendiz. 

Quem educa ama, conhece sobre um (ou muitos) assuntos, e gosta de ver aflorar o potencial humano, nos seus mais diversos formatos e embalagens. Quem educa ensina através de atitudes e exemplos, muito mais do que palavras.

Educar pode ser um processo de continuidade, como um professor que acompanha seus alunos por um período, ou pais que diariamente vêem seus filhos desabrocharem. Mas pode também ser um episódio rápido e marcante, como uma frase dita no momento certo para um desconhecido ou amigo, que toca profundamente o seu ser e fica para sempre tatuado na sua história pessoal.

 

Somos todos educadores. Quando nos apropriamos dessa consciência, percebemos o tamanho de nossa responsabilidade, enquanto ser humano. Afinal, a Educação não se constrói somente na escola. Delegar a educação dos filhos para a escola, por exemplo, é se eximir de uma tarefa importante e nobre. E o que for plantado, será colhido no futuro.

Mas não é apenas como pais que somos educadores. Essa palavra, muitas vezes esquecida em nosso cotidiano, permeia nossos gestos e exemplos, mesmo que a gente não perceba. Ensinamos e aprendemos quando gerenciamos nosso empreendimento, quando lidamos com as pessoas que trabalham em nossa casa, quando conversamos com o jardineiro que cuida de nosso jardim.

Ensinamos e aprendemos em uma reunião de negócios, em uma festa de amigos, ou em um jantar de família. Uma palavra dita no momento certo, pode mudar o destino de uma pessoa. Um gesto inoportuno pode ensinar o que, talvez, não gostaríamos de ensinar. Portanto, estar atento ao que somos, é também perceber nossa influ&