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Doutor e Mestre pela PUC-SP. Cientista Social. Psicopedagogo, Psicanalista lacaniano e coordenador de Grupo Operativo. Autor de diversos livros, entre eles: Cidade Digital - Infoinclusão Social e Tecnologia em Rede, pela editora Senac-SP (2006).
O ato de produzir transforma o indivíduo e as coisas humanizando o ambiente, a natureza e as relações sociais. O trabalho é a matriz evolutiva da civilização humana desde os tempos das cavernas até a cidade moderna, apesar de que no Afeganistão, por exemplo, a caverna é um abrigo como qualquer prédio de apartamentos nas grandes metrópoles. Para os economistas clássicos, o trabalho se subdivide em produtivo, que possui como resultado um produto tangível e, improdutivo, que em linhas gerais, são os serviços. Os mais modernos analistas da questão entendem que o trabalho dignifica o homem, uma vez que, ao se concentrar na atividade produtiva, criativa e transformadora da matéria, o indivíduo consegue aplicar seu conhecimento e testar seus limites e potencialidades.
Os alimentos consumidos pelo organismo humano são transformados em energia que por sua vez geram força motriz para o desenvolvimento do trabalho. O trabalho humano se caracteriza essencialmente pelo uso sustentável da energia física e intelectual. Em ambos os casos, a energia precisa ser reposta, o que ocorre na atualidade quando o trabalho se transforma em emprego e o trabalhador alterna momentos de trabalho com momentos de descanso nos fins de semana e feriados.
Na antiguidade, trabalhar significava distribuir as tarefas durante o dia, enquanto houvesse claridade. A lua e o sol eram as referências naturais para organizar e disciplinar as atividades de produção. Com a revolução industrial, o trabalho era controlado por jornadas de 14 a 16 horas diárias. Com o esgotamento de suas energias, as pessoas literalmente morriam trabalhando. Na atualidade as pessoas trabalham com intervalos de descansos assegurados em leis trabalhistas; Alguns vivem trabalhando, outros vivem para o trabalho e se deixarem de trabalhar, morrem aos poucos. Assim, o trabalho é a fonte de retroalimentação da energia humana, logo, sua fonte de vida.
A energia é a fonte que alimenta o trabalho na singularidade de cada indivíduo ou em uma cidade inteira. Para efeito de ilustração, em 1882, o cientista norte-americano, Thomas Edison (1847-1931), construiu sua primeira central elétrica movida a carvão, em Nova York. Conseguiu acender 7.200 lâmpadas por vez e iluminar um bairro inteiro. Desde essa época até os dias atuais, no Brasil, por exemplo, foram instalados aproximadamente 13 milhões de pontos de iluminação pública, segundo o cadastro da PROCEL/ ELETROBRAS. 46,21% dos pontos de energia elétrica se localizam na Região Sudeste, 21,39% no Nordeste, 19,15% no Sul, 9,40% no Centro-Oeste, e 3,85% na Região Norte. A iluminação pública é inexistente ou precária em 37,2% das cidades brasileiras, chegando a 56% na região Norte e nas regiões Nordeste e Centro-Oeste não é tão diferente, atingindo cerca de 44% e 45% dos municípios respectivamente (www.eletrobras.com).
Na cidade a universalização da energia é necessária para promover o desenvolvimento local, no ser humano, diferente disto, a conservação de energia para viver melhor sua velhice e a valorização cada vez mais da aplicação criativa do talento transformador da matéria é que assegurará o desenvolvimento e, por isso mesmo,faz os sindicatos de trabalhadores lutarem por menor jornada de trabalho, objetivando gerar mais emprego, uma vez que, se o tempo de trabalho for dividido por dois, por exemplo, para cada vaga existente, teremos dois novos empregados. Esta solu