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Doutor e Mestre pela PUC-SP. Cientista Social. Psicopedagogo, Psicanalista lacaniano e coordenador de Grupo Operativo. Autor de diversos livros, entre eles: Cidade Digital - Infoinclusão Social e Tecnologia em Rede, pela editora Senac-SP (2006).
O e-mail anunciava o título do evento: “Seminário Redes Sociais” e completava: “veja como usar o Orkut, YouTube e Cia a favor de seu negócio”, quando vi a programação fiquei mais intrigado. Estavam relacionados 36 palestrantes entre os quais 01 aparecia como moderador de uma comunidade que poderíamos qualificar como oriundo de uma possível rede social, os demais eram executivos de grandes corporações brasileiras e multinacionais. Talvez o organizador do evento fosse mais feliz se denominasse o seminário de Rede Social de Consumo, desta maneira teríamos melhor noção sobre o que seria tratado ou mesmo, Rede Social de Negócios, assim, seria transparente no que pretendia anunciar e mais ainda, se definisse o evento como Rede Social de Comunicação, seria inovador em sua escolha.
Observando com distanciamento a questão e refletindo sobre o título do evento, entendo que a denominação Rede Social cabe para qualquer grupo de seres humanos que se comunicam entre si e estabeleçam um relacionamento interpessoal ou em comunidade, seja ele presencial ou virtual. Em se tratando da internet, a definição fica bastante complexa e ampla, o que deixa margem para o uso do termo de forma indiscriminada e inconseqüente. O email foi instrumental para me fazer refletir sobre a necessidade de complemento quando se usa esta composição de palavras.
A priori posso dizer que toda Rede Social precisa ser de alguma coisa mais, considerando que a denominação sem complemento é generalista e nos remete para múltiplos significados, principalmente pelo fato da terminologia ser usual no denominado Terceiro Setor. Por exemplo, no site Rede Social SP (www.redesocialsaopaulo.org.br) é definido de imediato que “a Rede Social São Paulo surgiu para enfrentar a desigualdade social no estado, tendo como prioridade inicial a garantia dos direitos de crianças e adolescentes”; Não é diferente quando você acessa o site da Rede Social de Justiça e Direitos Humanos (www.social.org.br) que “é resultado da experiência de trabalho com dezenas de organizações não-governamentais e movimentos sociais”.
Para sermos mais precisos ainda, observemos o site português da Rede Social de Cascais (www.redesocialcascais.net) que é um programa criado para “reforçar os fundamentos que promovem a articulação e congregação de esforços entre os agentes sociais” da comunidade, com foco em duas frentes: combate à pobreza e à exclusão social e a promoção do desenvolvimento social. Finalmente, não poderia deixar de citar o site da Rede de Informações para o Terceiro Setor (www.rits.org.br) que foi “fundada em 1997 com a missão de ser uma rede virtual de informações, voltada para o fortalecimento das organizações da sociedade civil e dos movimentos sociais”.
Por outro lado, rede social é cada vez mais usada para definir o comportamento do usuário da internet que se comunica entre si, conforme noticia sobre o assunto (http://info.abril.com.br/aberto/infonewsp), em que estudo feito pela empresa de telecomunicações Juniper Networks, com 5 mil usuários de internet banda larga na França, Alemanha, Itália, Espanha e Reino Unido, identificou a tendência de mercado e de comportam