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Doutor e Mestre pela PUC-SP. Cientista Social. Psicopedagogo, Psicanalista lacaniano e coordenador de Grupo Operativo. Autor de diversos livros, entre eles: Cidade Digital - Infoinclusão Social e Tecnologia em Rede, pela editora Senac-SP (2006).
Após sermos recepcionados no aeroporto regional partimos em direção ao litoral do estado do Rio Grande do Sul, com o objetivo de fazer a visita “in loco” e averiguar o que foi descrito como prática de gestão no relatório da empresa pública que concorria ao prêmio nacional de qualidade em saneamento (www.pnqs.com.br). Um dos colegas da comissão de examinadores era gaúcho e, portanto, conhecia bem a região, logo, tornou-se nosso “guia turístico”. Durante o trajeto para o litoral norte do estado nos maravilhamos com as localidades que passávamos, mas, uma em especial nos chamou a atenção pelo seu impacto e tamanho. Eram 25 aerogeradores construídos em torres de concreto de 100 metros de altura (www.osorio.rs.gov.br) que formam os três parques eólicos que a empresa Ventos do Sul Energia S.A. (www.ventosdosulenergia.com.br) constrói na cidade de Osório (RS), com capacidade de geração total de 150 MW, suficiente para o consumo anual de aproximadamente 650 mil pessoas ou 50% da população da capital gaúcha, formando o maior conjunto eólico do País e o segundo do mundo.
Para terem idéia do empreendimento, o estado do Texas, nos Estados Unidos, é sede dos cinco maiores parques eólicos do mundo. Nosso “guia” sugeriu uma parada técnica para visitar o parque, o que foi de imediato aceito por todos, afinal não é todo dia que passamos pela cidade que em 1934, começou a se chamar Osório, por ordem do interventor federal Flores da Cunha, como homenagem ao Marechal Manoel Luiz Osório, patrono da Cavalaria Nacional, ali nascido. Vale ressaltar que além de gerar energia limpa e inesgotável, o parque eólico de Osório é aberto para visitação pública aos fenomenais cata-ventos que recebem duas pessoas de cada vez subindo até o topo em um elevador interno. A visão é simplesmente inusitada e mostra o quanto somos minúsculos diante dos avanços tecnológicos.
Segundo o BNDES (www.bndes.gov.br) o Brasil possui 28,6 MW instalados de energia eólica, em 11 empreendimentos, equivalentes a 0,03% da capacidade de geração de energia do País. No Atlas do Potencial Eólico Brasileiro é apontado que o potencial de geração de energia eólica no país é de 143 GW ou mais de 10 usinas de Itaipus (www.senado.gov.br).
As previsões dos especialistas da área apontam que em 2014 a capacidade de energia eólica instalada no mundo deverá alcançar 210 mil MW, ultrapassando em muito os 78,7 mil MW instalados atualmente. No mundo, os principais países produtores de energia eólica são: Alemanha (14,6 mil MW), EUA (6,4 mil MW), Espanha (6,2 mil MW) e Dinamarca (3,1 mil MW). Na Dinamarca, 12% da energia elétrica consumida vêm de fonte eólica. No norte da Alemanha, a participação desse tipo de energia na geração total já ultrapassou os 16%. Na União Européia, até 2030, a meta é gerar 10% de toda a eletricidade, a partir do vento.
Quanto mais observava os complexos geradores, mais me encantava com a engenharia e o avanço tecnológico do sistema de transformação de energia, a partir do vento. Meu colega examinador comentou: “(...) e pensar