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O Fundo da Marinha Mercante (FMM), fonte de financiamento de longo prazo para a indústria naval brasileira, irá passar por uma capitalização. A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, anunciou que o governo federal vai destinar R$ 10 bilhões ao Fundo. O objetivo é garantir recursos para a indústria naval em um momento de crise financeira internacional. O aporte no fundo poderá ser feito com recursos do Tesouro Nacional. Levantou-se também a hipótese de que os recursos fossem aportados via medida provisória. Independente do mecanismo legal, o importante, para o Fundo, é contar com a garantia dos recursos. Na semana passada, havia 138 projetos que somam R$ 8 bilhões em financiamentos para receberem a "prioridade" do Fundo. São projetos de construção de navios de grande porte e de embarcações de apoio às plataformas de petróleo, além de projetos de ampliação de estaleiros. Segundo executivos do setor, o FMM ainda não se reuniu este ano porque não havia garantia de recursos para financiar a demanda. Há alguns anos a situação era inversa. Sobravam recursos em caixa, o que levou o fundo a ter uma reserva disponível no Tesouro Nacional hoje estimada em cerca de R$ 2,6 bilhões. Mas o aporte de R$ 10 bilhões não virá dessa fonte. Serão recursos novos do Tesouro para o FMM. O Fundo tem arrecadação própria, formada pela cobrança de um adicional sobre os fretes marítimos e pelo retorno dos empréstimos concedidos. No entanto, como a demanda por financiamento na indústria naval passou a ser crescente foi preciso ter recursos adicionais para garantir os empréstimos futuros. "O aporte é uma excelente notícia porque os empresários da indústria naval já estavam apreensivos", disse Ronaldo Lima, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Apoio Marítimo (Abeam).